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Skyline...

November 29

um amor do tamanho do mundo....

 

 

Utopia

(Pe. Zezinho)

 

Das muitas coisas
Do meu tempo de criança
Guardo vivo na lembrança
O aconchego de meu lar
No fim da tarde
Quando tudo se aquietava
A família se ajuntava
Lá no alpendre a conversar

Meus pais não tinham
Nem escola e nem dinheiro
Todo dia o ano inteiro
Trabalhavam sem parar
Faltava tudo
Mas a gente nem ligava
O importante não faltava
Seu sorriso, seu olhar

Eu tantas vezes
Vi meu pai chegar cansado
Mas aquilo era sagrado
Um por um ele afagava
E perguntava
Quem fizera estrepolia
E mamãe nos defendia
E tudo aos poucos se ajeitava

O sol se punha
A viola alguém trazia
Todo mundo então pedia
Ver papai cantar pra gente
Desafinado
Meio rouco e voz cansada
Ele cantava mil toadas
Seu olhar no sol poente

Correu o tempo
E eu vejo a maravilha
De se ter uma família
Enquanto muitos não a tem
Agora falam
Do desquite ou do divórcio
O amor virou consórcio
Compromisso de ninguém

Há tantos filhos
Que bem mais do que um palácio
Gostariam de um abraço
E do carinho entre seus pais
Se os pais amassem
O divórcio não viria
Chame a isso de utopia
Eu a isso chamo paz.

Sempre que penso na minha mãe, penso num amor do tamanho do mundo. Eu não acredito em amor incondicional. Dizem que só as mães sabem o que é isso e eu nunca fui mãe, mas eu acredito em amores do tamanho do mundo e este é o tamanho do amor que sinto pela minha mamãe querida.

Lá se vão mais de trinta e sete anos de convivência, recheados com momentos de extrema alegria, de pequeninos e queridos instantes cotidiano familiar e também, infelizmente, porque a vida é assim, com alguns momentos de profunda tristeza, mas o mais importante: trinta e sete anos de vida juntas.

Mãe, falar em você volta e meia me faz ficar com os olhos marejados, mas são lágrimas de felicidade porque você existe!!!!!

Eu jamais poderei agradecer suficientemente a Deus a alegria de ser sua filha!!!

Obrigada pelo seu amor e pela sua amizade ao longo de todos esses anos!!! Obrigada pelos carinhos, pelos abraços, pelo colo sempre que precisei; obrigada pelas broncas (eu sempre faço cara feia, mas sei que elas, via de regra, eram mais do que devidas e, por mais que eu não gostasse, sempre me faziam refletir sobre as minhas condutas), obrigada pelo seu sexto sentido (mãe sempre sabe o que diz..eheheh), obrigada por você fazer parte da minha vida, você é muito, muito, muito importante para mim!

FELIZ ANIVERSÁRIO!!!!!

Que a gente possa comemorar esta data por muitos, muitos e muitos mais anos!!!!

Que Deus te abençoe e te dê saúde, muita saúde!!!!!!!!!!!!!! porque o resto.. o resto todo você já tem!

eu te amo!!!!

 

 
November 27

coisas do Luiz Fernando

 
Vagabondeando pela internet, dei de cara com um pequeno texto do L.F. Veríssimo.
Um mês sem postar: tinha que colocar algo aqui.. pelo menos para não perder de vez o fio da meada. Fio? que fio?? onde? onde?
milhões de sorrisos para os meus amigos de verdade! Na verdade, o texto é muito bacana, mas o motivo maior de eu querer colocá-lo aqui foi o item de número 9.
 
 
Dez coisas que levei anos para aprender
Luís Fernando Veríssimo

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio
para dormir e um laxante na mesma noite.

7. Se eu tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".

8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.
October 27

JANIELA

 

 

Há alguns meses, não me recordo ao certo, estava assistindo a uma reapresentação de um dos programas do “Profissão Repórter”, com o Caco Barcelos, num domingo de manhã.

 

O que pensar de alguém que se chama JANIELA? Sim: Janiela! De onde os pais tiraram este nome? Coisas do Cafundó. Não o do Judas, mas Cafundó do Ceará. Sim, esta cidade existe! Não conhecia? Tudo bem, nem eu.

 

Diante de um nome que remete imediatamente à idéia de janela, eu penso que a Janiela e a janela têm muito pouco em comum além da semelhança sonora.

 

Janelas sempre me fazem pensar em possibilidades, em olhares que trespassam o que se pode ver e nos levam ao céu, um céu que faz tudo ficar infinito, como dizia Cazuza em versos e melodia.

 

Já pequena e franzina Janiela acaba de completar doze anos. Tenho minhas dúvidas se esta criança viveu esses doze anos ou apenas sobreviveu ao longo de dias quentes e vazios. Em seu aniversário, não houve bolo, nem presente. A refeição do dia em sua casa foram feijões cozidos. Uma ração porção, servida em uma caixa plástica que outrora fora embalagem de goiabada, coberta por uma sombra de farinha de mandioca.

 

Sua mãe informa que a única coisa que eles têm para comer hoje. Questionada pela jornalista sobre outros alimentos, ela informa que só os compra quando sai a 'Bolsa Família'.

 

Apesar disto, Janiela tem outros quatro irmãos, todos mais novos que ela e dos quais ela ajuda a cuidar.

 

A família mora desde sempre no Cafundó. E eu que pensava que Cafundó era mera expressão popular, me vi, repentinamente, diante daquela imagem literal da coisa.

 

O futuro da pequena Janiela parece ser de poucas perspectivas. É muito provável que sua vida seja uma repetição do modelo que ela tem em casa. Lamento por Janiela. Ela é mais uma vítima na História do Brasil.

 

Seguimos depois de mais de 500 anos sendo um país que investe pouco e mau em educação e, a despeito do propalado 'crescimento econômico', vivemos em meio a uma população que está mais para o Cafundó em questão do que para os Jardins Paulistas ou o Lago Sul, em Brasília.

 

Lamento pelas Janielas da vida e culpo nossos governos assistencialistas, por encorajar bolsas miséria, em vez de investir em educação; culpo o nosso povo, porque permite que essa situação seja perpetuada sem exigir mudanças. Educação que teria levado os pais de Janiela, em face da vida extremamente precária que levam, a jamais terem tido cinco filhos. Não porque uma lei restringisse o número de filhos por família, mas porque compreenderiam que é uma irresponsabilidade enorme ter filhos sem as condições mínimas necessárias para criá-los. E não: uma família que só pode comprar os alimentos da casa quando sai a 'bolsa família' não tem condições de ter filhos.

 

Lamento pelas Janielas que têm poucas chances de um futuro melhor e que, inevitavelmente, serão algum dia como seus próprios pais.

 

Para quem não teve oportunidade de ver o programa, segue abaixo o link:

 

http://especiais.profissaoreporter.globo.com/programa/2009/06/08/nesta-terca-os-isolados/

 

 

 

October 09

zzzzzzzzzzzzz

Detesto o fato de ser desorganizada.
Raramente perco minhas coisas. Tenho toda uma metodologia: minha bagunça é organizada.
Entretanto, eventualmente, algo desaparece e aí.. horas de esforço tentanto encontrar aquele algo que, se estivesse guardado num local certinho e determinado, não teria desaparecido.
Na maioria das vezes, consigo encontrar o que procuro. Depois me xingo pelo tempo perdido!
Dizem que cachorro velho não aprende truque novo.
Deus! Eu sou um cachorro velho!!!!!!!!!!!!!!!!! Essas coisas acontecem e eu não aprendo!
O pior mesmo é quando aquela coisa, que naquele momento é o objeto da minha angústia, não aparece. Foi o que se deu hoje.
Quase três horas procurando uma conta de água malvada que sismou em desaparecer. Tá, você vai dizer: "por que não entrou no site da companhia de água e pediu outra?" E eu responderei: porque a velhice é uma merda!
Eu queria achar a porcaria da conta paga.
Tive de dar o braço a torcer. Não sei onde a coloquei. Na verdade, tenho quase certeza de não a ter visto nos meus sítios de "bagunça organizada" ahahah...
A vantagem é que acabei fazendo uma faxina na papelada, que sempre se multiplica em uma velocidade muito maior do que a minha capacidade de eliminá-la.
Cansada, de saco cheio, entrei no site da companhia de água e imprimi uma segunda via com os dizeres em letras garrafais: ´"DÉBITO PAGO".
 
 
 
September 24

É primavera!!!!!

"Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim florida..." (Florbela Espanca)
 
 

Na Varanda

O Teatro Mágico

Composição: Fernando Anitelli
 

Na varanda
Onde o ar anda depressa
Vai embora na conversa
Nossa pressa de ficar

Na varanda
Onde a flor se arremessa
Onde o vento prega peça
Nos traz festa pelo ar

Na varanda
A criança se debruça
Mãe, menina ainda fuça
Nos cabelos a ninar

Na varanda
Onde a lua se levanta
Nossa rede se balança
Serenata pra acordar

Joga a trança
Busca o chão e não o céu
Qual barquinho de papel
Sonha ir de encontro ao mar (2x)

E a noite vem
Sendo o descanso do sol
E a ponte vem
Sendo a distancia de quem tá só

Um sol
Com a cabeça na lua
A lua que gira, que gira, que gira...

E a noite vem
Sendo o descanso do sol
E a ponte vem
Sendo a distancia de quem tá só

Um sol
Com a cabeça na lua
A lua que gira, que gira, que girassol

 

 Feliz Aniversário, Primavera!!!!

 

 
 
 
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